Mulher com medida protetiva é morta menos de 1 hora após acionar 'botão do pânico' em SC; ex é preso

  • 20/10/2026
(Foto: Reprodução)
Vítima foi identificada como Daiana Gisele Muller Redes sociais/Reprodução Uma mulher de 38 anos morreu na manhã desta terça-feira (20) em Ipira, no Oeste de Santa Catarina, menos de uma hora após acionar o botão do pânico da Polícia Militar. O caso é investigado como feminicídio. Daiana Gisele Müller tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, também de 38 anos. Ele é o principal suspeito e está preso. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 🚨O botão do pânico faz parte do programa Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), que atua na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica. O recurso é voltado à proteção de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência e permite que elas acionem a polícia em situações de risco. Corpo da vítima foi encontrado em riacho da cidade Segundo o delegado Vinicius Ferraz, responsável pelo caso, a vítima acionou o dispositivo de emergência previsto na Lei Maria da Penha. A Polícia Militar informou que enviou uma viatura com urgência à casa da vítima, na Linha Capelinha, e encontrou o imóvel arrombado. Os policiais iniciaram as buscas e tentaram contato com familiares. O que é feminicídio? O corpo da mulher foi encontrado submerso em um riacho, onde o Corpo de Bombeiros Militar confirmou o óbito. A Polícia Civil aguarda o resultado da perícia para esclarecer a dinâmica do crime. Um laudo pericial ainda vai determinar o horário exato do óbito, mas as investigações iniciais apontam que a morte ocorreu menos de uma hora após o pedido de socorro. O suspeito se apresentou ao pelotão da PM de Presidente Castello Branco, município vizinho, e foi preso em flagrante. A vítima deixa dois filhos. Ainda não há informações sobre o velório. LEIA TAMBÉM: Especialistas defendem que medidas protetivas estejam aliadas a outras políticas públicas Medidas protetivas são fundamentais para previnir violência, diz especialista A advogada Tammy Fortunato, especialista em questões de gênero, destaca que as medidas protetivas são fundamentais para prevenir novas agressões e evitar casos mais graves de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio. Segundo ela, embora não representem uma proteção automática, as medidas têm força legal e devem ser levadas a sério tanto pelas vítimas quanto pelas autoridades responsáveis por garantir sua segurança. “É algo simples, mas tem muita força de proteção à mulher que está em situação de violência. Se tem uma medida protetiva, é porque já teve uma violência. E essa medida protetiva é justamente para evitar que aconteça uma violência futura". A advogada alerta que o descumprimento da medida deve ser comunicado imediatamente à Justiça, mesmo quando a mulher acredita que o agressor não voltará a ameaçá-la. "Se a pessoa descumpriu uma medida protetiva de urgência, é importante comunicar o advogado, comunicar o Ministério Público para que eles possam comunicar o juízo e sejam tomadas medidas eficazes diante desse descumprimento da protetiva". SC registrou 42 feminicídios até outubro de 2026 Entre 1º de janeiro e 15 de outubro deste ano, Santa Catarina registrou 42 feminicídios, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC). O número representa um aumento de cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 38 assassinatos de mulheres em razão do gênero. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/10/20/mulher-medida-protetiva-morta-apos-acionar-botao-panico-sc-ex-preso.ghtml


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