PMs suspeitos de cobrar propina para não prender foragido em hotel de luxo são soltos em SC

  • 21/03/2026
(Foto: Reprodução)
Foragido suspeito de fraude bilionária é encontrado com mais de R$ 1 milhão em espécie dentro de hotel de SC PM/Divulgação Os dois policiais militares de Santa Catarina que foram presos suspeitos de cobrar dinheiro para não prender o foragido José Osvaldo Dell'Agnolo, conhecido como 'Lobo do Batel', foram soltos. A informação foi confirmada pela defesa dos investigados neste sábado (21), após decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Conforme a denúncia, Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior foram atender uma denúncia que dava conta do paradeiro do homem em um hotel de luxo em Itapema (SC), mas saíram do local com R$ 500 mil e alguns dólares. Eles negam o crime. O caso aconteceu no dia 6 de dezembro. Segundo o comando da PM, Dell'Agnolo foi detido no mesmo dia com R$ 5 milhões em espécie após a polícia ser acionada novamente ao hotel e, desta vez, executar a prisão. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Bruno foi solto na quarta-feira (18) e Milton deixou a prisão na quinta-feira (19). Embora o STJ não tenha fixado medidas cautelares, o juízo competente determinou que os policiais compareçam a todos os atos do processo e proibiu que se ausentem da comarca por período superior a dez dias. Na decisão, o Ministro Relator Reynaldo Soares da Fonseca concedeu o habeas corpus requerido pela defesa de Bruno. O magistrado entendeu que a prisão era desproporcional, ressaltando que o réu é primário, não praticou violência e já havia cumprido nove meses de detenção sem sentença condenatória. A decisão foi estendida também a Milton. Foragido suspeito de fraude financeira é preso com mais de R$ 5 milhões Grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1 bilhão em esquema financeiro PM prendeu foragido O mandado contra Dell'Agnolo foi expedido pela Justiça Federal de Curitiba no fim do ano de 2025. Segundo a Polícia Federal, ele é apontado como chefe da organização que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão e causou prejuízo a centenas de vítimas (assista abaixo). A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Dell'Agnolo. Empresário suspeito de golpes financeiros é preso Denúncia Na época da prisão, conforme o auto de prisão, o qual a NSC TV e o g1 tiveram acesso, os militares foram até o hotel por volta das 8h de sábado para atender uma denúncia sobre a presença de um homem usando nome falso no local. Eles, porém, teriam encerrado a ocorrência como averiguação de pessoa em atitude suspeita e o liberaram. Logo depois, a PM recebeu outra denúncia e outros policiais foram ao local, identificando que existia um mandado de prisão em aberto em desfavor dele. “Diante dessas Informações a guarnição do PPT e agência de Inteligência foram cumprir o mandado de prisão; que durante entrevista com o preso, este revelou que os dois policias responsáveis pela ocorrência da manhã teriam subtraídos uma quantia aproximada de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e alguns dólares”, cita o documento. Com essas informações, os policiais foram questionados e não apresentaram versões coerentes. Com isso, os dois foram presos em flagrante. Relato do foragido Em depoimento, Dell'Agnolo relatou estar dormindo quando os policiais entraram no quarto do hotel e perguntaram "quanto vale sua liberdade". Como resposta, ele teria dito R$ 500 mil e ainda separou o dinheiro que estava na mala, tendo dado ainda outras notas em dólar. O que disse a defesa de Bruno Na condição de representante do Policial Militar Bruno Czerwonka e enquanto sócio fundador do escritório Belens Advocacia, que patrocina sua defesa técnica, faço os seguintes esclarecimentos quanto ao caso: Na tarde de 17/03/2026, o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu Habeas Corpus impetrado pelo escritório em 06/02/2026 para revogar a prisão cautelar do representado, destacando a ilegalidade da fundamentação adotada e a desnecessidade da prisão. Com o recebimento da decisão monocrática oriunda de Tribunal Superior, o respeitável juízo competente expediu o alvará de soltura, colocando-o em liberdade. Recebemos com serenidade a decisão do Eminente Ministro Relator ao passo que esta materializa o que a defesa técnica sustenta desde o início das investigações: não há fundamento idôneo ou proporcional para justificar a prisão preventiva no caso. Para além disto e por fim, em respeito ao alto sigilo processual e às destacadas instituições que atuam na apuração dos fatos, reafirmamos o compromisso com a inocência de Bruno Czerwonka no que tange os fatos investigados, destacando a total cooperação deste ao longo da investigação e da instrução processual, que atualmente se aproxima do encerramento. Guilherme Belens (OAB/SC n° 70.755). VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/03/21/pms-suspeitos-cobrar-propina-nao-prender-foragido-soltos-sc.ghtml


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