SC lidera no país em domicílios com famílias vivendo juntas, mas Florianópolis é a capital com mais pessoas morando sozinhas
19/04/2026
(Foto: Reprodução) Número de pessoas morando sozinhas cresceu em SC
Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE apresentaram duas realidades distintas sobre a composição dos lares em Santa Catarina, onde ao mesmo tempo que o estado carrega a maior proporção de domicílios (69,3%) com um único núcleo familiar - casais com ou sem filhos e sem presença de outros parentes - Florianópolis se tornou a capital com maior percentual de moradias onde reside somente uma pessoa (30,5%).
Os números da PNAD Contínua foram divulgados a última sexta-feira (17) e trazem um retrato das transformações demográficas e familiares que vêm se consolidando no país.
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Enquanto os lares com núcleos familiares seguem sendo a maioria dos domicílios brasileiros (e catarinenses), houve avanço expressivo nos lares unipessoais, que inclusive foram os que mais cresceram em Santa Catarina, saltando 11,6% em 2012 para 18,3% em 2025.
Em Florianópolis, a proporção é ainda maior, de 30,5% - ou seja, de cada 10 domicílios na cidade, em três deles os moradores vivem sozinhos. A capital catarinense é a única do país a ultrapassar os 30% e é seguida por Porto Alegre (28,8%), Salvador (27%) e Vitória (26,4%).
Lares de uma pessoa avançam nas capitais brasileiras
Arte/g1
Ao g1, o analista do IBGE William Kratochwill apontou que o principal motor dessa mudança o envelhecimento da população, autonomia residencial ou a deslocamentos motivados pelo trabalho, especialmente em centros urbanos mais dinâmicos.
"À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida", afirma.
Tipos e características das moradias
Confira os destaques da PNAD Contínua sobre Santa Catarina:
Casas seguem predominantes em Santa Catarina, representando 79,8% dos domicílios, enquanto apartamentos (20%) registraram a primeira queda desde 2017.
A maioria dos imóveis é própria e quitada (61,5%), com crescimento recente, enquanto os alugados caíram para 27,7%.
O estado tem alto padrão estrutural: 84% das casas são de alvenaria, embora ainda haja 14,7% com paredes de madeira.
Santa Catarina lidera o país em bens domésticos, com destaque para geladeira (99,5%), máquina de lavar (95,2%) e carro (74,2%).
A responsabilidade pelos lares está praticamente equilibrada: 50,5% homens e 49,5% mulheres, com avanço feminino ao longo dos anos.
O acesso à água por rede geral atende 86% dos domicílios, com grande desigualdade entre áreas urbanas (93,7%) e rurais (24,7%).
Cerca de 65,9% das casas têm esgoto adequado, avanço significativo desde 2016, mas ainda abaixo da média nacional.
A coleta de lixo atinge 97,5% dos domicílios e a energia elétrica chega a 98,6%, indicando ampla cobertura de serviços básicos.
A população catarinense envelhece: idosos já são 16,2%, enquanto a participação dos jovens diminui ao longo dos anos.
De cada 10 domicílios em Florianópolis, em três deles os moradores vivem sozinhos
Matias North/Unsplash/Divulgação
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